segunda-feira, 13 de abril de 2015
sexta-feira, 3 de abril de 2015
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
BibleWorks 9
Sou usuário deste software desde a versão 6.0. Trata-se de uma excelente ferramenta para estudar a Bíblia com maior profundidade, pois temos vários textos em grego e hebraico, léxicos, comentários, e tantos outros recursos que impressiona. A grande novidade da versão 9 é que podemos ver as cópias de famílias de manuscritos gregos digitalizadas, sincronizadas com a leitura do texto grego. Estão devendo, talvez em uma próxima versão, os manuscritos em hebraico. A velocidade da pesquisa também impressiona: em frações de segundos você tem à disposição pesquisas em determinada palavra, na forma ou pela raíz (palavras flexionadas). Gostaria de instalar o Logos 5 e fazer uma comparação. Por sinal, alguém tem que possa presentear com uma cópia?
Para saber mais visite: www.bibleworks.com
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
O DESFILE TRIUNFAL DE CRISTO II
O DESFILE TRIUNFAL DE CRISTO II
2Co 2:15-16
porque para Deus somos o aroma de Cristo entre
os que estão sendo salvos e os que estão perecendo. Para estes somos cheiro de
morte; para aqueles fragrância de vida. Mas, quem está capacitado para tanto?
Ao escrever esta passagem da carta aos
Coríntios, Paulo tem em mente o antigo desfile triunfal. Os generais vencedores
faziam uma espécie de cortejo, onde seus prisioneiros de guerra eram exibidos
como troféus e deveriam queimar o incenso em honra ao Imperador. Aquele perfume
espalhava-se e onde o aroma chegasse os homens sabiam que César era o senhor do
Império, o soberano.
Interessante como Paulo vê a si mesmo
como prisioneiro de Jesus que queima o
incenso, que exala o perfume de Cristo em todo o lugar e em todas as
circunstâncias. Ao escrever aos filipenses, o apóstolo, que estava preso, disse
que se tornou “embaixador em cadeias” e através da sua prisão, a guarda
pretoriana tomou conhecimento do Evangelho (Fp 1:12-14); aos coríntios ele
disse: “dia após dia eu morro”, pois nele operava a morte, mas na Igreja em
Corinto operava a vida (2Co 4:12). Paulo tinha uma profunda consciência de que
era um vaso de barro mas que continha um tesouro precioso (2Co 4:7) e uma
grande responsabilidade como despenseiro dos mistérios de Deus (1Co 4:1). Por meio
dele o Evangelho expandiu-se chegando na Europa, em Roma e algumas fontes extra
bíblicas apontam a Espanha.
Contudo a fragrância que Paulo exalava
tinha um duplo efeito: aroma de vida para quem está sendo salvo e aroma de
morte para quem está perecendo. Isto me faz refletir sobre autoridade da
Palavra de Deus, que tanto pode salvar como condenar, dependendo como ela é
recebida. Paulo não mercadejava a Palavra, não falsificava a mensagem porque
como escravo de Cristo importava agradar a Deus. Aqueles que recebem a Palavra
recebem vida, quem rejeita permanece na morte.
Através
da Igreja o perfume de Cristo vai encher todo lugar, o Cristo será manifesto,
sua multiforme sabedoria será conhecida, seu amor experimentado, sua compaixão
será estendida. É claro que será sempre cheiro de vida para quem crê e cheiro
de morte aos que perecem. A nós cabe proclamar, ao Senhor cabe salvar, a quem
ouve cabe receber.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
O Desfile Triunfal de Cristo
O
DESFILE TRIUNFAL DE CRISTO
Graças,
porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós,
manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento.
2 Coríntios
2:14
Uma leitura apressada
deste texto provavelmente implicará em uma interpretação equivocada. Já ouvi
muitas mensagens e comentários deste versículo, onde pregadores fervorosos e
intérpretes animados com a passagem argumentam que triunfam em Cristo sobre
todas as coisas. Ainda que seja verdade que Deus nos dá a vitória mediante
Jesus, o sentido do texto ali é outro. Paulo disse que Deus, em Cristo, nos
conduz em triunfo. É Deus quem triunfou sobre nós.
Para entender, vejamos uma tradução
alternativa (Nova Tradução na Linguagem de Hoje): “Mas dou graças a Deus
porque, unidos com Cristo, somos sempre conduzidos por Deus como
prisioneiros no desfile de vitória de Cristo...”. É exatamente isto: Paulo
tem em mente uma prática da antiguidade - a procissão (desfile ou cortejo) triunfal,
onde os generais vitoriosos, ao retornarem das suas batalhas, exibiam os seus
prisioneiros, cativos, em desfile pelas ruas. Estes prisioneiros eram
conduzidos em triunfo, em um desfile que exaltava o general e o império; eles
eram exibidos como conquistados, verdadeiros troféus para Roma. Havia também a
queima de incenso que acompanhava aquele desfile e o aroma se espalhava e onde
a fragrância chegava sabia-se da vitória do império sobre seus inimigos.
Paulo via-se como conquistado por
Cristo Jesus. O zeloso fariseu, orgulhoso de sua linhagem judaica e que se
tornou grande perseguidor da Igreja agora considera tudo isto com esterco
diante da sublimidade do conhecimento de Cristo (Fil 3:4-8). Diante da Luz de
Jesus, Saulo de Tarso caiu para levantar uma nova criatura, considerando-se
crucificado com Cristo e agora, não Saulo, mas Cristo vive em Saulo (Gal
2:19-20) e a partir deste encontro o viver é Cristo e o morrer é lucro. Um homem
conquistado e submetido ao senhorio de Jesus Cristo. Paulo via-se como aqueles
prisioneiros conduzidos em triunfo pelo general Jesus. E mais: assim como o
incenso queimado pelos prisioneiros exalava um doce perfume que atestava a
vitória de Roma sobre os rebeldes, assim também através da sua vida e
ministério, Paulo exalava o aroma do Cristo vencedor.
Deste desfile Deus se agrada. Cada
cristão genuíno deveria compreender-se assim: conquistado por Cristo Jesus: a
mente cativa à obediência de Cristo, sentimentos semelhantes aos de Cristo, a
vontade submissa à vontade de Deus. A nova criação, gerada no Filho de Deus, “desfilando”
através do testemunho, conduzida em triunfo por Deus, exalando o conhecimento
da glória de Deus, até encher toda a terra, como as águas cobrem o mar. E aí,
vai juntar-se à Paulo e participar deste desfile triunfal ou não?
Pr
Claudio Martins
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
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